Resumo
Pesquisadores avaliaram o shilajit, uma resina mineral-orgânica, em um estudo que investigou sua atividade antioxidante e toxicidade aguda. Os resultados mostraram que o shilajit possui uma capacidade moderada de captura de radicais livres, com valores de IC50 variando entre 1,657 e 3,502 mg/mL para ABTS e de 2,042 a 6,011 mg/mL para DPPH. Amostras ricas em urolithin A e ácidos fenólicos demonstraram um aumento significativo nos níveis de testosterona total e livre, com aumentos de aproximadamente 2,5 vezes e 3,5 vezes, respectivamente, em comparação ao grupo controle. Durante o período de 14 dias, não foram observados sinais clínicos de toxicidade ou alterações significativas no consumo de alimentos e água, sugerindo baixa toxicidade aguda (LD50 > 2000 mg/kg). No entanto, foram identificadas alterações degenerativas leves a moderadas nos tecidos hepáticos e renais, o que indica a necessidade de mais estudos para avaliar a segurança a longo prazo do shilajit padronizado.
Pontos-chave
- Shilajit demonstrou capacidade moderada de captura de radicais livres, com IC50 entre 1,657 e 3,502 mg/mL.
- Aumento de 2,5 vezes na testosterona total e 3,5 vezes na testosterona livre em amostras específicas.
- Nenhuma mortalidade ou sinais clínicos de toxicidade foram observados durante 14 dias de observação.
- Alterações degenerativas leves a moderadas foram encontradas em tecidos hepáticos e renais.
- Necessidade de mais estudos para avaliar a segurança a longo prazo do shilajit.
✦ Para você
Se você está buscando formas naturais de apoiar seus níveis de testosterona, considere observar como se sente após a introdução de shilajit em sua rotina. Preste atenção a mudanças na energia, humor e bem-estar geral. É sempre importante consultar um profissional de saúde qualificado antes de iniciar qualquer suplemento, especialmente se você tiver condições de saúde preexistentes.
Para terapeutasExpandir
Ao considerar o uso de shilajit (Asphaltum) em suas formulações, observe os efeitos potenciais sobre os níveis de testosterona e a saúde hepática e renal. Avalie a condição do paciente e ajuste as doses conforme necessário, levando em conta a resposta individual e possíveis efeitos colaterais. A segurança a longo prazo ainda precisa ser investigada.