Resumo
Pesquisadores avaliaram o potencial anticancerígeno das folhas de Lepisanthes rubiginosa através de abordagens fitocientíficas, antioxidantes, in vivo e in silico. O extrato metanólico das folhas apresentou altos níveis de fenólicos (61,292 mg GAE/g) e flavonoides (130,718 mg CAE/g), além de forte atividade antioxidante. A avaliação de citotoxicidade mostrou baixa toxicidade, com um LC50 de 661,278 μg/mL. Em estudos in vivo, a administração intraperitoneal do extrato (40 mg/kg) inibiu significativamente a proliferação das células de carcinoma ascítico de Ehrlich (EAC) em 54,31% e aumentou a sobrevida dos camundongos implantados com tumores em 97,30%. O tratamento também restaurou parâmetros hematológicos, como contagem de glóbulos vermelhos e brancos, e níveis de hemoglobina. A análise por cromatografia gasosa-espectrometria de massas revelou 54 constituintes fitocemicais, com três compostos — (-)-norefedrina, catina e fenilefrina — apresentando alta afinidade de ligação ao receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR). Esses achados sugerem que L. rubiginosa pode ser uma fonte natural promissora de inibidores do EGFR para o desenvolvimento terapêutico futuro.
Pontos-chave
- Extrato metanólico de L. rubiginosa contém 61,292 mg GAE/g de fenólicos e 130,718 mg CAE/g de flavonoides.
- Inibição de 54,31% na proliferação de células EAC com administração de 40 mg/kg do extrato.
- Aumento de 97,30% na sobrevida dos camundongos tratados em comparação com o controle.
- Baixa toxicidade do extrato, com LC50 de 661,278 μg/mL.
- Três compostos demonstraram alta afinidade de ligação ao EGFR, sugerindo potencial uso terapêutico.
✦ Para você
Se você está em busca de alternativas naturais para apoiar sua saúde, considere incluir mais ervas em sua dieta, como L. rubiginosa, que pode ter propriedades benéficas. Experimente fazer chás ou extratos caseiros, observando como seu corpo reage. Sempre busque orientação de um profissional de saúde qualificado se tiver dúvidas ou se os sintomas persistirem.
Para terapeutasExpandir
Na prática clínica, considere a inclusão de L. rubiginosa (Lepisanthes rubiginosa) em fórmulas para pacientes com condições que podem se beneficiar de propriedades antioxidantes e anticancerígenas. Avalie a saúde hematológica dos pacientes, pois o extrato demonstrou restaurar parâmetros sanguíneos. A pesquisa sugere um potencial uso como inibidor do EGFR, o que pode ser relevante em casos de câncer.